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18 de Outubro de 2019

O Advogado e a cor de sua gravata

"O que a cor da gravata pode revelar sobre você"

Christina Morais, Advogado
Publicado por Christina Morais
ano passado

O subtítulo acima é na verdade, o título de uma matéria¹ interessante publicado pelo sítio da BBC brasileira em 2015, que me inspirou a escrever este artigo de hoje.

Na minha jornada na advocacia, não é de se espantar que diariamente tenho oportunidade de interagir com os colegas do sexo masculino e, naturalmente, suas gravatas.

Pode parecer um assunto deveras prosaico para um site jurídico, mas na verdade, não é. O vestuário do advogado é tema de muitos debates, críticas, alvo de portarias de alguns fóruns. Assim que decidi expor minha visão e dicas para os colegas do sexo masculino que queiram ouvir (ou ler) a opinião feminina sobre o tema.

Primeira dica: na dúvida não use gravata. A não ser que tenha uma audiência marcada ou uma reunião importante previamente agendada, não é necessário o uso diário de gravatas. Acredite: nenhuma gravata é melhor que a gravata errada. E por que isso? Porque a gravata diz muito sobre você. E uma gravata mal escolhida pode passar uma mensagem errada sobre sua pessoa, e ainda se corre o risco de ser exatamente a mensagem contrária àquela que você deseja passar. Já "nenhuma gravata" diz que você é auto suficiente o bastante para dispensar o acessório em ocasiões em que ela é dispensável. Você não precisa dela para se impor. Isso mostra que seu nome e sua cara o precedem. Isso também é uma mensagem e é uma mensagem bacana e melhor que qualquer mensagem errada a seu respeito.

Segunda dica: não se envergonhe em pedir ajuda, nem que seja ao "doutor Google" para aprender a escolher gravatas adequadas para cada situação. Não sou especialista em moda, mas posso adiantar sobre três gravatas que jamais devem ser usadas por advogados, na minha opinião pra lá de pessoal (sem nenhum fundamento científico de moda e psicologia):

1) Gravata com um padrão de listras diagonais em tons de azul. Afinal, você é advogado e não comentarista de esportes.

2) Gravata vermelha. Pretensiosa demais e passa uma mensagem de poder, ganância e ambição. Tudo o que mete medo nas pessoas diante de um advogado. Então, não reforce esse sentimento que intimida e quebra a confiança que as pessoas devem sentir diante de um advogado. O poder do advogado está em seu conhecimento e na própria militância da advocacia. Você não é político e não precisa de gravatas vermelhas para transmitir mensagem de poder. Acredite, um advogado de gravata vermelha pode acabar passando a mensagem oposta à pretendida e pode perder em clientela e respeitabilidade. Escolha uma cor que inspire confiança e seriedade. Você ganha mais.

3) Gravatas "divertidas". Aquelas com estampas exóticas e chamativas. Afinal, você é advogado e não um publicitário.

Eu disse três dicas? Bom, vou adicionar uma quarta: gravatas pretas não estão "proibidas", por assim dizer, mas evite-as com terno preto e camisa branca. Senão alguém poderá te interpelar no corredor do fórum perguntando onde é a saída de incêndio. E na hora do happy hour outro cidadão poderá te pedir o cardápio.

Bom, não vou mais dar dicas, a não ser a dica que já dei: procure usar gravatas que transmitam a mensagem que você deseja passar e caso não saiba como se faz isso (eu mesma não saberia, mas não uso gravatas), procure se informar e ler a respeito. Vale a pena manter uma boa figura de si mesmo na advocacia.

Este artigo fala de gravatas, especificamente, porque é um acessório que leva o seu interlocutor diretamente para a sua cara, literalmente. Por que vocês acham que nós, mulheres, gostamos de colares, lenços e echarpes? É inquestionável que a psiquè humana tem algo que atende ao apelo dos adornos de pescoço. Não sei como e nem por quê. Só sei que é assim. Não é à toa que na Tailândia as mulheres de certa região de interior usam anéis de pescoço, também chamadas de "mulheres girafas". Porém, já que estamos tratando de um acessório, não custa nada deixar algumas dicas sobre os demais acessórios: relógios, abotoaduras, sapatos e meias.

Sabemos que ternos caros não são acessíveis a todos os advogados. Então, por favor, invista em bons acessórios para garantir uma boa figura. Com terno e acessórios (o conjunto inteiro) composto por artigos de quinta, você não parecerá um advogado e sim um caixeiro viajante recém saído das páginas de um folhetim da década de 50. E acredite: os acessórios são mais importantes que o principal. Vestuário não é imóvel. Assim, deixo minhas pequenas dicas:

Tenha um bom sapato, e combine a meia com o sapato. Meia combinando com calça tem o único objetivo de alongar a silhueta, num mecanismo de modismo que não combina com o que se espera de um advogado. Já a técnica de combinar a meia com o sapato é um clássico que não tem como errar.

Assevero, entretanto, que pra isso, a cor do terno não poderá ser muito diferente da cor do sapato, pois o conjunto todo há ser harmonioso. Se destacar muito, o jeito é combinar mesmo com a calça, mas evite ternos muito claros, que te deixam parecendo professor de literatura em vez de advogado. Imagine como ficaria o visual daquele terno claro com uma gravata borboleta e verá que não passa a imagem de um advogado (opinião minha). Por isso, se a cor do terno for próxima da cor do sapato, a meia em tom mais próximo ao sapato em vez da calça (mesmo assim tem que combinar com a calça), ajudará a não destacar muito um sapato de batidão de trabalho que talvez não esteja imaculadamente em bom estado para ser destacado do conjunto. De novo: dicas bem pessoais minhas, sem compromisso com nenhuma ciência da moda. Falo dos resultados práticos ao final da composição do "look". Valendo lembrar que a única regra é sempre a harmonia, exceto para o sapato preto que pede meia preta (por isso só deve ser usado com terno muito escuro). Vide link adicionado nos comentários por um leitor. Tudo isso só reforça o poder da gravata. Que levará o seu interlocutor até seus olhos, sendo que o trabalho do advogado é falar em nome do cliente e mais: convencer. ²

Assim como as gravatas, jamais use meias "divertidas". E nunca, nem sob ameaça de morte, use meia branca com terno e sapato social. Prefira a morte. Relógio? Só se for bom e caro. Sim, do bom e do caro, simples assim. Se você não tem um relógio bom e caro, não use nenhum. Olhe as horas pelo celular mesmo. Relógio digital, jamais, a não ser que seja aquele da Apple (única exceção). Por fim, se você é do tipo que gosta de ouro, use-o em pulseiras, jamais em cordões de pescoço (e dê uma boa olhada nos sites das melhores marcas de jóias para ver os modelos e não correr o risco de comprar um modelo que passa a mensagem de"sou rico, mas sou brega"). De novo, você é um advogado e não um rapper e muito menos um apontador de jogo do bicho.

E, por hoje é só. Espero que tenham gostado. E nunca se deve esquecer. Você não é o que você veste, mas você parece ser o que você veste. Então, o cuidado no vestuário para exercer a profissão da advocacia é uma humildade até, pois devemos nos curvar a isso para conquistar a confiança dos clientes e das pessoas com quem nos relacionamos enquanto defendemos os interesses de nossos clientes. E, eu não poderia encerrar senão com o velho clichê (altamente válido): menos, é mais. Na dúvida, é isso. Se a gravata ou o resto estiver "gritando" no visual e você ficar na dúvida, melhor tirar o acessório. Acessório nenhum é melhor que o acessório errado, já que, como eu disse, repito: no vestuário o acessório é muito importante. Mas não é indispensável. Portanto, na dúvida não use. Exceto quanto à gravata, que em dias de audiência e reuniões importantes, devem ser usadas. Por isso, se você ainda não sabe escolher sua gravata, comece a "estudar" como se faz isso, e sucesso!

PS: Em atenção à minha série de artigos sobre ética na advocacia, vale lembrar que o bom uso das gravatas, respeitando a imagem que elas irão ditar sobre sua pessoa, está em consonância com a diretriz do art. 2º do Código de Ética e Disciplina da OAB:

Parágrafo único. São deveres do advogado:
III - velar por sua reputação pessoal e profissional;

¹http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/141217_vert_cap_moda_gravata_ml

² Parte destacada incluída em edição para esclarecer os pontos controvertidos asseverados nos comentários dos leitores. Agradeço a todos pela participação!

32 Comentários

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Impossível um comentário construtivo....
Futilidade pura ! continuar lendo

Fala isso pro conselho da OAB e peticione com suas explanações sobre a futilidade das portarias de alguns fóruns que exigem que o advogado se vista de certa forma. Quem sabe eles reconheçam que você e seu QI acima de Einstein é melhor que os outros e te dão um salvo conduto para não ter que cumprir com as regras, como todo mundo, já que você, ao que parece é melhor que nós outros. Ou então, vá de qualquer jeito e deixe seu cliente passar o carão de ter seu advogado impedido de permanecer em sala de audiência, como ocorreu no Rio outro dia e houve aqui um longo debate sobre o tema (eu, aliás, fiquei do lado do advogado, acho que o juiz extrapolou, porque o cara estava de terno e sem gravata, e por mais importante que seja a gravata na composição de uma imagem, é apenas um acessório, mas o fato é que a falta do acessório atrasou a pauta, o juiz botou o pé no barranco e estava em tempo de nomear um dativo pro cliente do cara e o advogado só permaneceu porque arrumou uma gravata emprestada com um colega, um rolo danado).

Quanto a você e seu comentário, minha opinião é de que a pessoa que se recusa a ter a humildade de seguir regras não deveria atuar com o Direito, que trata justamente de garantir o cumprimento de regras da sociedade. Então deveria ser o primeiro a dar o exemplo, pra começar, aceitando as regras da própria classe profissional. Sua "anti futilidade", a mim, soa simplesmente como arrogância pura; típica de gente que se acha acima da lei e melhor que os outros. E esse tipo de gente, a mim, não intimida com críticas desconstrutivas e nem com escárnio. Se não tem comentários, não faça comentários. Se quiser criticar, critique como alguns aqui que corrigiram alguns trechos e eu editei o texto para ficar melhor. Isso se chama civilidade. Sua mãe não te ensinou bons modos? Aliás, um advogado outro dia tentou humilhar minha cliente em audiência, com risinhos de deboche e comentários intimidadores em tom de escárnio e eu reagi imediatamente com questão de ordem pra acabar com a palhaçada e ele poderia muito bem ter ido dormir sem o baita pito que tomou do juiz na frente do cliente dele. É cada uma. continuar lendo

Boas as dicas. Algumas não tão boas (na minha opinião, como por exemplo, não usar cor da meia combinando com a cor da calça. Isso é o clássico, não oposto), mas como disse a articulista, é questão de opinião. Entretanto, apesar da preocupação em se vestir de modo alinhado e preocupar-se a passar a melhor aparência possível, as pessoas, infelizmente tem procurado preço, o resto é irrelevante. Digo isso mesmo tendo um escritório novo, todo reformando, bem decorado, com varios títulos, cursos da ESA, inclusive de Harvard e com apresentação pessoal, no mínimo, muito boa. As pessoas querem leiloar os honorários, independentemente de tudo isso. É uma pena que ignorem a competência do profissional, acima de tudo, para buscar um preço qualquer. continuar lendo

Concordo demais. Inclusive, já transmiti aqui uma mensagem errada sobre vestuário, pois no artigo "Ternos vazios", advoguei a irrelevância do vestuário diante da competência do advogado. O que passou a impressão de que eu não acho importante o vestuário. É importante. Mas dentro do bom terno, tem que haver um bom advogado, sempre. Entre um bom terno enfiado sobre um péssimo advogado, é preferível um bom advogado desleixado com a aparência. Acredite, já vi dos dois. Mas é isso. Temos sim que ter essa preocupação, investir uma parte significativa de nossa renda em roupas para o trabalho. E mantê-las em bom estado, pelo tempo mais longo possível, pra manter opções no guarda roupas, senão, não há honorários no mundo que dê conta. E, como em qualquer profissão, o profissional precisa ganhar a vida com o que faz. Portanto, é uma luta diária sim, convencer o cliente sobre o valor dos nossos serviços. E parabéns pelo seu currículo. Acredite, um dia você irá sim colher os louros. E também não se arrependa de ter decorado bem o seu escritório. A conta de água, luz, condomínio, aluguel, impostos, encargos trabalhistas, internet, telefone, papel e tinta, café, serviços de manutenção e reparos (o cara da impressora, o cara do ar condicionado, o eletricista e o bombeiro e por aí vai), virão de todo jeito e pelo mesmo preço. Independentemente da aparência do escritório. Então, se você pôde montar um bem bacana, você paga tudo com mais gosto. O meu é simplesinho, mas o custo para mantê-lo é o mesmo que seria se ele fosse chique. Então, eu sonho com o dia de poder deixá-lo chiquérrimo! (risos) continuar lendo

Concordo: meia = cor da calça ... básico ... não tem erro ... tão (ou mais) clássico do que meia com a cor do sapato. Mas valeu a intenção do artigo. continuar lendo

Uauuuuu..
Muito bom; parece uma especialista em moda falando - com todo respeito!

Concordo com quase tudo que falou, mas algumas coisas fiquei meio que "SEI LÁ"....rsrsrsr

Nas partes onde diz que se não tem um relógio luxuoso, de marca, não use nenhum (não concordo)...; tanto advogados que (desculpe as palavras) "não tem onde cair mortos"; como poderiam usar relógio de marca? NÃO USAR NENHUM? Acho que não usar nenhum e ver horas no celular não é uma opção....vai que a pessoa é uma louca por relógio e não pode comprar um de marca?

Outra coisa foi no caso dos acessórios. Acho que Advogado parecendo RAPPER realmente não dá ne? rsrsr....acessórios para homens "menos é mais sempre". Acho que 1 relógio, 1 anel de formatura e no máximo um adereço no braço (como abotoaduras bonitas - que não precisam ser luxuosas, já que o dinheiro da maioria é minguado - uma dica é ir no ALIEXPRESS online, lá tem muita a preço bem em conta e são estilizadas com motivos que combinam com Advogado - tipo balança e alguns dizeres sobre lei).

Roupa barata nem sempre é brega; tem muita roupa barata em sites e até em lojas físicas. É só saber combinar com as dicas que vc falou (mas necessariamente não "precisa" ser das caras - outra vez saliento: "nem todos podem comprar coisa do melhor)....MAS COMBINAR acessórios e complementos da vestimenta todo mundo pode e DEVE (nisto aqui vc tem razão - combinar é tudo).

Só lembrando uma coisa: a filha do meu ex-marido achava que eu só vestia roupa de marca quando ainda estava na faculdade - eramos colegas de classe - ela ficava me controlando pois pensava que seu pai só me proporcionava luxo - LEDO ENGANO - eu comprava, por incrível que pareça, tudo na RENNER e na Riachuelo (isso de 1997 a 2003).....kkkkkk apenas sabia combinar tudo e escolhia o que tinha de melhor entre os baratos. Simples assim....não podia ser chique, mas era fashion!

Hoje ainda há mais opções que isso....os sites estão bombando com coisa barata e bonita (e nem parecem coisas" pobrinhas ", baratinhas).

Abraço cara colega - adorei ler o artigo; dicas fantásticas!
Sucesso! continuar lendo

Dra Elane, é sempre um prazer ler seus comentários e fico sempre feliz quando vc concorda comigo. Entretanto, preciso esclarecer uma coisa: eu não insinuei que o relógio precisa ser luxuoso. Eu nem disse a palavra luxuoso. Eu disse bom e caro, leia-se, relógio comprado em relojoaria e não no camelô. Não use relógios falsificados de 35 reais ou menos. É feio usar um relógio que custa menos que um combo do McDonald's. As pessoas sabem sim, quando se trata de um "paraguetion" descarado. Boas marcas têm relógios acessíveis ao bolso de qualquer advogado, ainda que ele tenha que se organizar um pouco para adquirir o item. Eu sugeri que até lá, não use nenhum. E, em hipótese alguma eu sugeri que roupas precisam ser caras. Aliás, fui bem clara no sentido de que um terno bom custa um valor inacessível para muitos e, portanto, que invistam em bons acessórios para compor um visual adequado. Não precisa ser sapato italiano, mas, de novo, dá pra se organizar e comprar um bom sapato brasileiro mesmo. De couro, com solado de couro. Não use, pelo amor de Deus, sapato de couro sintético e solado de borracha. Só isso. É um caro que é acessível a todos, desde que a pessoa se organize financeiramente. Também não insinuei que roupas baratas sejam bregas. Falei de jóias bregas. E jóias, sempre caras, nem sempre são elegantes, essa foi a mensagem que tentei passar e infelizmente (e preocupantemente pra mim), foi entendida como exatamente o oposto do que eu estava tentando dizer! Até dei a dica de olhar (e não de "comprar") os sites das marcas famosas de jóias para ver os estilos em voga, indicados para cada situação (nos sites vem sugestões bacanas). Daí a pessoa pode ir a uma joalheria (normal) e comprar um bom artigo de ouro que valha o preço do ouro (nunca barato, mas eventualmente, mal escolhido pode ser brega). Então, em hipótese alguma eu associei breguice a preço. Uma coisa não está relacionada à outra. Já gravatas, com um bom olho, dá pra comprar uma até de 10 reais que não grite que custou uma mixaria. Mas aí já é olho mesmo. Não dá pra ensinar. E outra, nem sempre roupa cara é boa. Algumas têm apenas o preço da grife agregado. Já vi camisetas de malha de péssima qualidade custarem mais de 200 reais por conta da marca. Enfim, de novo, é olho. Não dá pra ensinar tudo. Só pra dar umas dicas, que foi o que eu fiz... Rsrsrsrs @diariodeconteudojuridico continuar lendo

Parabéns pelo texto. A leitura flui, muito bom!
Com o devido respeito, gostaria de fazer uma pequena crítica. Durante a leitura vemos quais gravatas não são indicadas (vermelha, preta, com listras diagonais, etc), achei bastante interessante, mas logo depois vi que delegas ao público alvo a tarefa de procurar no Google a gravata adequada. Achava que encontraria as soluções às críticas feitas pela autora do texto, que por estar criticando o uso de certas cores, encontraria aqui o é considerado correto é não simplesmente “se quiser saber o que é adequado procure no Google”. No mais, entendi a ideia transmitida pelo texto de que é essencial estar atento à apresentação pessoal. continuar lendo

É porque eu realmente não tenho autoridade para falar de gravatas adequadas e orientar os colegas. Kkkkkkkk! O assunto é tão sério que algumas figuras públicas só usam as gravatas indicadas por assessoria de imagem especializada. A gravata "certa" não existe em gênero. Vai da imagem que você quer passar. Apenas exemplifiquei algumas gravatas que a mim, pessoalmente, não passam uma imagem boa para um advogado. Mas a "certa" vai depender da imagem que queres passar. Inclusive alguma das que citei como inadequadas. Dependendo do que você quer passar, às vezes, pra vc, pode ser aquela mesma, tipo a vermelha. So dei uma opinião pessoal do que eu acho que a vermelha pode fazer com sua imagem (ou não né, vai saber). Quando a gravata é errada, qualquer um bate o olho e não se agrada. Vê que há algo errado. Ninguém sabe que o problema está na gravata, mas a pessoa sente que o que você fala e como se comporta não condiz com a imagem que vc passa (e o problema pode estar na gravata, daí "gravata errada"). A gravata certa passa despercebida, o que fica é uma imagem boa do visual da pessoa. E como eu asseverei, não é por estar de terno que você se parecerá com um advogado. Uma gravata errada e você fica parecendo profissional de outra área, como nos exemplos citados. Então, além de parecer um advogado, a gravata certa irá transmitir a imagem que você deseja sobre o tipo de advogado que você é (confiante, confiável, sério, austero, arrojado, e assim por diante, conforme a imagem que você deseja transmitir). Fazer com que as pessoas tenham de você a imagem que você mesmo tem de si não é tarefa fácil para ninguém. Especialmente para um advogado, onde tudo pode mudar com a simples cor de uma gravata. Por isso eu só oriento que vale a pena procurar ser um conhecedor do assunto quando se tem uma profissão que exige o uso desse acessório. @filipeadp continuar lendo