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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 5 dias
@diariodeconteudojuridico Então Dra Elane. Vc tem uma extraordinária história de superação. E vc tem feito quê com seu diploma tão duramente conquistado? Já pensou nisso? O que eu defendo é que no futuro, uma filha sua respeite a sua história e o seu esforço, por exemplo. Lógico que "poder" todo mundo "pode" fazer o que quiser. Se eu quiser matar alguém eu mato, inclusive. A lei não me proíbe. Apenas determina uma penalidade para este ilícito. Se eu fizer, vou colher o que plantei. Aliás, como tudo na vida. O que eu sugiro é que as pessoas sejam mais sérias em relação à vida. Quem disse e onde está escrito que a vida é pra ser fácil? Nem tem graça desfrutar de nada que não tenha sido duramente conquistado. Diferentemente do seu pai, o meu teve uma criação e uma visão de mundo mais eloquente. Estudado pelo próprio esforço, como vc, proporcionou a mim meus estudos. E eu dedico cada segundo da minha vida a honrar o sacrifício dele. Em hipótese alguma eu jogaria tudo no lixo por nada. Mas uma coisa nossos pais tinham em comum pelo que li de seu relato: eram duros na concepção de trabalho e honestidade. E pelo visto, eu pareço ser mais filha de seu pai que vc mesma!!!! kkkkk Eu entendi a mentalidade dele. E o único motivo dele não valorizar estudo é porque na sua humildade ele não conseguia até então compreender que o estudo é o primado do trabalho. Com estudo a pessoa pode trabalhar mais e melhor e ir mais longe. Por não ter tido a oportunidade de vivenciar isso, ele não compreendia, mas vc ensinou isso a ele e fez bem em perdoar, porque ele já mereceu seu perdão e o faz por merecer cada vez que vibra com o noticiário de um idoso se formando. Ele te ensinou o valor do trabalho e da honestidade e vc o ensinou que o estudo é o caminho mais certeiro para alcançar os meios de trabalhar com honestidade e subir na vida. Então, voltando ao caso, realmente, vc está certa: a pessoa deve fazer o que quiser da vida. Mas quem tem estudo, como nós, por exemplo, devemos criar nossos filhos acreditando que não trabalhar não é uma opção. Meu pai fazia uma questão danada que eu trabalhasse, depois de estudar. Porque ele tinha essa noção da transformação do estudo, pois ele a vivenciou por conta própria, como vc. Então ele se esforçou mto pra me dar essa chance e me preparou mto bem pra que eu a valorizasse e não a jogasse no lixo. Em termos de evolução cultural, a diferença entre as minhas raízes e as suas é de apenas uma geração. Mesmo eu não tendo vivenciado o que vc vivenciou, meu pai sim. Pra poder estudar ele teve q sair de casa, pois na casa de minha vó ele teria se aposentado no cargo de seu primeiro emprego: empacotador de pão na padaria do tio. Teria ficado naquele balcão pra sempre. Minha avó era alfabetizada, mas nem por isso teria tido a visão de mandar os filhos fazerem muito mais que trabalhar em qq emprego que desse. Isso foi mérito exclusivo de meu pai, que com 15 anos saiu de casa rumo ao próprio destino que ele mesmo traçou, com muita luta. Não é possível que uma pessoa não possa valorizar o esforço dos outros que tanto lutaram para que chegassem onde chegaram. Especialmente se foram os pais. Eu defendo que a mulher deve trabalhar sim, porque a mulher sempre trabalhou. Minha avó era dona de casa por opção e ficou viúva jovem e teve pensão do falecido para acabar de sustentar os filhos até crescerem. Porém, suas irmãs e cunhadas, qse todas trabalhavam como costureiras, professoras, telefonistas, bancárias, etc. E estou já falando de uma geração de mulheres nascida em fins do século XIX, início do século XX. Então essa historinha pra boi dormir de que a mulher só teve sua chance de mercado a partir da "revolução feminista de 60" é uma falácia. A mulher sempre trabalhou e deve continuar trabalhando. A figura da dona de casa de classe média nasceu nos anos dourados nos USA, a década de 50, qdo o mundo pós guerra vivenciou uma explosão de novas tecnologias e oportunidades de trabalho que permitiu aos homens se darem o luxo de bater no peito e dizer "minha mulher não precisa trabalhar"! Acabou. Foi um sonho e foi-se. Voltamos ao que era antes desde as eras bíblicas: vc comerá o pão do seu suor. Você, no caso, é qq um de nós, homem ou mulher. Aliás, vc, como filha de trabalhadores rurais (segundo seu relato, seu pai era "da roça"), provavelmente cresceu vendo sua mãe trabalhar, pois até onde sei, desde sempre, a economia rural é de esforço familiar. Todos vão pra enxada. A mulher até sai pra preparar a comida e cuidar da casa, mas em algum momento ela também vai lá na vaca e tira um leite, ela vai lá nos fundos e cuida de uma horta e por aí vai. Ninguém fica parado vendo as moscas pousarem nas tampas das panelas. As pessoas precisam acordar e preparar melhor suas filhas para que elas não envelheçam enfrentando esse tipo de penúria que vemos nos tribunais e que é tema em comento nesse artigo... Só acho...
Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 6 dias
@diariodeconteudojuridico

Com todo respeito ao seu comentário, mas vou além: a mulher não pode abrir mão da carreira ou mesmo de um simples emprego (que é muito diferente de carreira), nem mesmo "por própria vontade". Sustento é sustento. Vc não viverá de luz por própria vontade. Só porque vc por própria vontade não quer trabalhar, as contas não vão deixar de chegar. Ninguém deixa de comer por própria vontade e quando falta o alimento, nunca é por própria vontade e o resultado disso é desnutrição e morte. O que precisa acabar de vez é a mentalidade de que "pra ser feliz, vc pode fazer o que quiser". Isso precisa acabar. As pessoas precisam dar um jeito de serem felizes com o que têm ou então, azar. Sejam infelizes mesmo. Mas sua felicidade ou suposta felicidade não pode vir na cacunda dos outros, a custa do sacrifício alheio, especialmente de seus pais, que comeram o pão que o diabo amassou pra vc ter um diploma que depois vc se acha no direito de rasgar e jogar no lixo por conta de "sua felicidade". Pabosta com tanta felicidade. Desculpe os modos. Mas nunca vi tanta gente infeliz em nome da felicidade como nessa sociedade moderna. Valores como comprometimento, obrigação, disciplina e ordem viraram palavrões do nada. Ora essa. Mesmo na Antiguidade, quando nem existia divórcio e as leis previam a possibilidade do homem dispensar sua mulher para casar com outra, eles só poderiam fazer isso se pudessem sustentar a futura ex. Mulheres que não eram da alta sociedade e não se casariam com homens ricos que tinham condições de sustentá-las até a morte, toda vida trabalharam. Toda vida! Eram costureiras, aguadeiras, damas de companhia, faxineiras, governantas, professoras (de artes a alfabetização), e por aí ia. A vida é assim: o seu sustento é o seu suor. E isso não é opcional. As pessoas precisam tomar consciência disso. Só existe uma raça de mulher que pode se dar o luxo de "preferir" ser dona de casa: as que têm patrimônio que rendem alguma coisa, como aluguéis, investimentos e cotas de participações societárias. Ou seja: as ricas por herança. Nós, mortais, não temos opção. A gente trabalha. Não importa se é fazendo faxina ou advogando, mas a gente trabalha e ponto. E a mulher tem que ser preparada para o seguinte: se ela é da classe das mortais, que precisa trabalhar e arruma um neandertal que exige ou insinua que ela não precisa, então, não case. Não com esse. Tampouco com o outro aproveitador cachaceiro que irá se escorar nela (outra situação triste e corriqueira para outro momento de debate). Uma lástima que ainda existam famílias que criam suas filhas na ilusão de que podem "escolher" entre seguir carreira ou marido. Depois o que sobra é todo esse drama. Eu torço para que as gerações de mulheres que ainda terão que lutar na justiça pra que seus ex ogros a sustentem esteja no fim. Nenhum homem, rico ou pobre, é criado acreditando que podem seguir na vida sem trabalho. Passou da hora das mulheres também tomarem essa consciência. Senão, não nos veremos livres tão cedo desse tipo de demanda que tão raramente finda numa decisão favorável e humanitária em relação à real situação da mulher do lar que se divorcia já em certa idade...
Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 6 dias
Perfeito!!!!!! Já sofri muito com isso quando eu atuava na área de família. Os juízes são praticamente burros na forma como interpretam a igualdade entre homem e mulher. Não têm a menor noção de equidade e de como esse princípio realmente funciona. A decisão que denegava o pedido de pensão para a mulher era sempre a mesma: "direitos iguais, ela é estudada e pode trabalhar". Tá bom. Como se fosse fácil uma profissional de qualquer área ingressar numa carreira na meia idade, ou até em idade avançada, com um diploma de décadas e conhecimentos acadêmicos totalmente enferrujados e desatualizados. Absurdo isso. O que tem de senhoras divorciadas sofrendo o pão que o diabo amassou não está escrito. Porque o ogro, quando aceita ou até exige que sua esposa seja "do lar", é um gentlman né. Super provedor e protetor, enfim, um neandertal. Mas depois que não quer mais a mulher e a troca por outra mais jovem que suas próprias filhas, aí ele é a pessoa mais MODERNA do mundo né, que acha que a mulher "deve trabalhar para se sustentar". Pois sim. Achei uma excelente ideia essa da indenização. Pois é. Não quer pagar pensão porque não cabe nas legislações modernas? Indenize então. Pelas perdas e lucros cessantes. Afinal, se a mulher não tem uma carreira, mesmo tendo estudo, foi porque ELE permitiu, ELE assumiu seu sustento. E o casamento pode até não durar até a morte, mas a vida sim, essa dura até a morte. Se o homem teve sua cota parte de culpa no fato de a mulher não ter construído uma carreira para seu sustento, terá sim que assumir financeiramente alguma coisa, pois com ou sem ele, a mulher tem uma vida para viver e pra isso precisa de recursos. Achei ótimo o precedente.
Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 18 dias
@ziha , de novo: estamos tendo um grave problema aqui de entendimento. Não sei MESMO em que parte de meus dizeres vc tirou que estou defendendo bandido. Me explique então que é melhor.
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