Christina Morais, Advogado

Christina Morais

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Sobre mim

Compromisso com o Direito
Pós graduada em Processo Civil, atualmente atuo com foco em Direito Previdenciário. Experiência em administrativo, constitucional, civil e trabalhista.

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Direito Previdenciário, 44%

É um ramo do direito público surgido da conquista dos direitos sociais no fim do século XIX e iní...

Direito Administrativo, 33%

É um ramo autônomo do direito público interno que se concentra no estudo da Administração Pública...

Direito Civil, 22%

É o principal ramo do direito privado. Trata-se do conjunto de normas (regras e princípios) que r...

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 8 horas
A advocacia de correspondência já vinha sofrendo baques sucessivos. Há mais de 15 anos ainda se pagava um salário mínimo ao correspondente para realizar uma audiência trabalhista e meio para o preposto. Em sede de juizados e justiça comum, o valor caia um pouco, mas ainda era algo a se considerar. Animados, muitos advogados "investiram" nisso.

Sem nome e sem contatos suficientes para movimentar o escritório com a própria carteira de clientes, movimentavam-se, gastando horas e horas de preenchimento de formulários via internet se candidatando para atender grandes escritórios. Alguns conseguiram. Alguns conseguiram, só com isso, montar escritórios relativamente elegantes e até com direito a secretária e "cafezinho".

Pois bem. O que esses desbravadores não contavam era com a boa e velha lei da oferta e da procura. De repente, ao ver o colega "se dando bem" e com a tecnologia favorável, afinal, bastava buscar e encontrar o site dos escritórios famosos, preencher um formulário "on line" e voilà: habemos "clientes"! , a coisa se saturou à velocidade da luz.

Tão rápido como um raio, os valores pagos pelos contratantes despencaram à razão de 90% ou mais. Esse fenômeno se deu num lapso de tempo incrível, talvez menos de 3 anos, desde a "aurora" do "ramo". Garanto que muita gente ainda não tinha terminado de pagar as parcelas de tudo quanto achou que havia conquistado atuando na área (carro, bens móveis, talvez até imóveis). Agora sem renda e com muitas dívidas, o recurso para muitos foi fechar as portas e até desistir da "carreira". Esse foi o pior desastre da história da advocacia.

O artigo, a meu ver, relata apenas o "tiro de misericórdia" nesse tipo de atuação. Que na verdade, nunca foi promissor. Tinha tudo pra dar errado desde o início (como de fato deu). O seguro mesmo é a boa batalha. Lutar pra conquistar seu próprio espaço, custe o que custar. Arrastar-se às sombras jamais deveria ser considerado uma "opção" de "carreira". Não, não estou sugerindo que todos tenham que ter recurso para ter seu próprio escritório, e sua própria carteira. Mas com algum esforço vc pode conquistar um espaço em uma boa banca. Ou uma sociedade ou parceria em algo pra chamar de seu, ainda que modesto.

Ah mas e se nem assim a pessoa conseguir se estabelecer? Bem, infelizmente a vida é assim mesmo: quando o assunto é sobrevivência, neste caso representada pelo mercado de trabalho, o sol não é para todos. Existe concorrência e ela é acirrada, em todas as áreas. Não existe discurso bonito que breque uma realidade simples da vida: o mercado seleciona.

Atalhos costumam ser acidentados e raramente te levam ao destino esperado. Eles só parecem apetecíveis no mapa. E mesmo quando te levam ao destino, você chega depois que o sol já se pôs. Você chega atrasado, molhado, sujo, com fome e com frio, e tudo isso pra nada: você já perdeu a festa. Meu conselho é: não busque atalhos na sua vida. Vá pela estrada longa, bem pavimentada, segura e iluminada.

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Suely Leite Viana Van Dal, Advogado
Suely Leite Viana Van Dal
Comentário · há 9 horas
Perfeitas colocações, dr.!
Eu acredito que a correspondência está falida há muito tempo.
Sou advogada há quase 4 anos e lá no início fiz algumas correspondências. Sabe aqueles momentos que o advogado te liga em cima da hora para fazer o ato e você cobra o valor justo (da tabela da OAB) e ele não tem mais a quem recorrer e paga? Pois é, fiz algumas assim. Porém, sempre que me ligavam perguntando se fazia e eu respondia que seguia a tabela da OAB, "iam falar com o cliente" e nunca mais retornou.
Sei que como eu, poucos fazem. Uma grande maioria cobra valores que não pagam a gasolina e não crescem na advocacia porque ficam fazendo correspondência o dia inteiro por um valor rídiculo. E vira a corrida dos ratos, como dizia o livro Pai Rico Pai Pobre (por sinal, se encaixa demais aqui nessa reflexão).
Já fui manicure por muitos anos, e sempre falo isso quando me falam que cobram 50,00 para fazer audiência. Eu cobrava (há uns 8 anos) 25,00 para fazer uma unha. Sem instrução nenhuma. Não gastei quase nada para aprender a ser manicure. Meus custos eram baixíssimos, pois ia de moto na casa do cliente e podia vestir qualquer roupa. Ou seja, eu tinha um custo pequeno para ganhar um valor bom ao fim do mês (se for analizar o que eu precisava para ser manicure). Mas aí a pessoa paga mais de 100 mil em um curso de direito. Gasta com roupa, sapato, maquiagem, despesa de escritório, com a manutenção do carro, gasolina... e por aí vai.
O advogado tem que se valorizar! Se todos cobrassem o valor justo, os grandes teriam que pagar, pois antes da pandemia não havia a tecnologia, precisava do advogado presencialmente.

Mas aí podem vir me dizer, "ah mas eu comecei do zero e sem a ajuda de ninguém". Eu também meus amigos!!!
Eu comecei do zero! Eu não tive a ajuda de ninguém! Eu fui em busca de fazer meu nome para ser conhecida como uma excelente profissional, e não como a barateira. (ah, e eu fui manicure até o 9º período do curso de direito, véspera da minha prova de segunda fase da OAB).
Então, SE VALORIZE!

Eitaaa, me empolguei!
Mas quando vejo colegas capacitadíssimos na advocacia e fazendo diligência por preços irrisórios, eu fico triste por ele não acreditar na sua capacidade de ir longe.

Parabéns pelo texto, Dr.!
Grande abraço e sucesso!

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